Atitude & Saúde

A Hidroginástica pode ser comparada à musculação para hipertrofia?

  • por em 21 de julho de 2020

Crédito: Freepik

A hidroginástica tem sido adotada pelos brasileiros desde os anos 80 e muito temos aprendido sobre ela.

Os próprios alunos evidenciam seus benefícios e a indicam para os amigos e familiares relatando o ganho de força, emagrecimento e reabilitação.

Mas desde essa época pouco foi estudado quanto a carga e planejamento a ser desenvolvido pelos professores de educação física no meio líquido.

Aliás, desde 1990 as aulas tinham seu ritmo próprio e cada professor desenvolvia seus experimentos e, de forma empírica, montavam seus planejamentos para as aulas, trazendo estratégias cada vez mais animadas e atrativas.

Após os anos 90, as pesquisas em fitness aquático foram tomando forma e os laboratórios ficaram cada vez mais interessados nos efeitos fisiológicos e nos benefícios adquiridos na sua prática em todo o mundo.

Até então, somente os exercícios com peso nas salas de aula e salões de musculação eram utilizados para o aumento da força, hipertrofia e emagrecimento.

No entanto, com o passar dos anos, novas pesquisas em treinamento no meio líquido nos informaram que a sobrecarga da água e dos materiais eram igualmente benéficas para atingir esses objetivos, embora os professores ainda não soubessem como fazer.

Respondendo à pergunta da leitora Camila Alves, diversas pesquisas apontaram que o treinamento na água pode causar sobrecarga suficiente para estimular nosso corpo a adaptações como aumento de força, hipertrofia, emagrecimento e flexibilidade.

Mas por que as pessoas não conseguem atingir níveis próximos do que conseguem na musculação?


Alguns motivos podem ser numerados:


1. O estimulo para sobrecarga na água é equivocadamente comparado ao da musculação, na água ao invés de trabalharmos com repetições devemos obedecer ao tempo das execuções, as quais levam a estimular o sistema energético correto para melhorar a hipertrofia. Portanto, séries muito longas não são suficientes para estimular os músculos para hipertrofiá-los;


2. A velocidade de execução para conseguirmos ganhos musculares é copiada da musculação e na água funciona um pouco diferente, para conseguirmos atingir grandes estímulos de hipertrofia precisamos utilizar nossa velocidade máxima, ou seja, é muito difícil medir a carga na água e foram apontadas nas pesquisas que, quanto maior e menor tempo neste estímulo, melhores serão os efeitos hipertróficos;


3. A falta de planejamento das aulas para os devidos fins. Para uma melhora substancial no calibre muscular, redução do percentual de gordura e ganho em flexibilidade ou outro objetivo qualquer, os professores de hidroginástica precisam respeitar princípios de evolução e que precisam progredir ao longo do treinamento;


4. A ausência da avaliação física ou falta de foco nas aulas de hidroginástica e natação não trazem resultados aos clientes, que desanimam no meio do caminho quando estão no início do processo;

5. Falta de divulgação e/ou má divulgação da mídia e dos médicos sobre a evolução das descobertas científicas fazem com que pouco seja prescrito ou divulgado sobre os verdadeiros benefícios do fitness aquático.

Encaremos a verdade, o nosso corpo não sabe se estamos treinando na água ou em sala de aula, tudo que ele quer é o estímulo. Cabe a nós escolhermos o exercício que mais nos der prazer!

Diana Primo – Profissional de Educação Física pela UFMG, pós graduada em Musculação pela UVA e Especializada em Exercícios Aquáticos

@dphidrotreinamento

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários