Atitude & Saúde

A prática de exercícios aquáticos no inverno

  • por em 24 de junho de 2020

Crédito: Pixabay

Porque praticar exercícios aquáticos na estação mais fria do ano

As pessoas mais sensíveis ou com idade avançada são geralmente afastadas das piscinas no período do inverno por motivos diversos, seja por doenças respiratórias, baixa imunidade, ou agravamento de doenças associadas que possam prejudicar a manutenção da saúde.

E em tempos de COVID-19 ?

Muitas pesquisas científicas relacionadas às doenças respiratórias como asma, gripes, doenças metabólicas e osteoarticulares (como reumatismo, artrites, artroses, fibromialgia, etc.) concluem, na sua maioria, que o exercício aquático é um coadjuvante no tratamento e importante opção para melhorar a imunidade dos praticantes, amenizar sintomas e dores, equilibrar a imunidade e até curar algumas doenças.

Para o asmático (*2) o exercício aquático é um excelente parceiro para diminuir crises, fortalecer músculos respiratórios, melhorar a ventilação pulmonar, o ritmo respiratório e a ansiedade nos intervalos de crises, principalmente no inverno. Isso ocorre, segundo os médicos, devido a humidade do ambiente, e propriedades da água.

Exercício no inverno queima gorduras?

No inverno nosso metabolismo tende a acelerar para manter nossa tempera alta, isso faz com que nossa ingestão calórica aumente, principalmente de alimentos ricos em gordura e açúcares, intensificando a obesidade e doenças metabólicas. Praticando exercícios aquáticos vamos conseguir aquecer nosso corpo e neutralizar esse efeito drástico, enganando nosso sistema e queimando mais gordura.

Mas por que então os indivíduos são afastados das piscinas no período do inverno de forma generalizada?

No inverno, estatisticamente, há um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias como gripes, bronquites, doenças cardiovasculares e crises de asmas devido ao aumento da vasoconstrição, adrenalina, pressão arterial e poluição. Tais sintomas e doenças podem ser amenizadas com exercícios e alimentação.

Se optar pelo exercício aquático, o indivíduo precisa se proteger de dentro para fora, melhorando a alimentação, cercando, prevenindo e minimizando as condições que estimulam a hipotermia no exercício aquático.

Veja algumas recomendações:

1. Fazer boa alimentação rica em Vitamina A, C, E, e exposições diárias ao sol para absorção da vitamina D e ingerir menos gordura e açúcar;

2. Controlar a temperatura do banho (evitar chuveiros muito quentes, pesquisas também indicam que pessoas que fazem uso do banho frio/morno são mais resistentes);

3. Ao sair do banho seque os cabelos, ouvidos e corpo. Vista em seguida roupa adequada para manter aquecimento do corpo;

4. Proteja-se dentro e fora das piscinas, com roupas antitérmicas para minimizar a perda de calor. Ao sair da piscina use roupão e chinelos e não permaneça com roupa de banho molhada;

5. Evite praticar exercícios em piscinas frias, recomendado pela AEA(*1) para natação (25°C -28°C) Hidroginástica (28°C -30°C), salvo se já estiver adaptado a mesma temperatura da piscina;

6. Preferir os exercícios em níveis de intensidade moderada a alta (a fim de aquecer o corpo) e fique sempre em movimento;

7. Use o bom senso, pois cada corpo reage de forma individual, caso sinta frio e calafrios saia imediatamente e tome banho morno;

8. Indivíduos que apresentam doenças respiratórias, sintomas gripais, dor, febre, pressão alta fora do controle ou asma, evitem praticar exercícios antes de consultar seu médico.

Fontes:
1) Manual do Profissional de Fitness Aquático, AEA, Editora Shape , 5ª Edição

2) Influência da natação como coadjuvante terapêutico no tratamento de crianças asmáticas – https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86921997000100005

Diana Primo – Profissional de Educação Física pela UFMG, pós graduada em Musculação pela UVA e Especializada em Exercícios Aquáticos

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.