Atitude & Saúde

A verdade sobre o Método Tabata

Crédito: Pixabay

De forma semelhante à moda de como se vestir, modalidades de exercício físico desaparecem por um tempo e retornam com algum diferencial.

Calistenia, que significa força e beleza, teve origem na Grécia antiga, e também dá nome a um grupo de exercícios realizados sem o uso de aparelhos.

Foi muito popular, utilizado principalmente por militares. A tropa formada faz exatamente os mesmos exercícios no mesmo ritmo. Eu pratiquei calistenia no Minas Tênis Clube quando criança. Ao final, ganhava bala de mel. Boas lembranças.

Em tempos de pandemia, os exercícios calistênicos, mostram-se pertinentes devido às restrições geradas pela COVID-19. A recomendação do “FIQUE EM CASA”, o fechamento das academias de ginásticas e dos clubes de lazer, demandam a realização de exercícios em espaços reduzidos, de forma individual e sem aparelhos.

Treinos milagrosos

lguns métodos de treinamento aparecem com promessas de resultados milagrosos: melhora do condicionamento físico, queima de gordura localizada, definição corporal, e até a desejadabarriga tanquinho, com apenas alguns minutos de exercício por dia.

Mas atenção, muitas destas promessas não podem ser cumpridas, pois são incompatíveis pelo tipo de exercício e pelo tempo de execução, ou seja, pelo trabalho físico realizado.

O método Tabata

Como dito no início do artigo, alguns exercícios físicos da moda trazem melhoramentos em relação à modalidade usada como base.

Atualmente existem 2 treinamentos de alta intensidade que se assemelham à calistenia: o HIIT e o Tabata. Este foi criado por Izumi Tabata, que tem o seu nome no método. Consiste em realizar apenas 8 exercícios em diferentes grupos musculares por dia. Cada exercício é realizado por 20 segundos, com um número máximo de repetições. O descanso de apenas 10 segundos é aplicado.

Considerações:

1) A realização do número máximo de repetições e o descanso de apenas 10 segundos faz a sessão de exercício ser extenuante e pode prejudicar a execução dos últimos exercícios, mesmo que estes utilizem outros grupos musculares;

2) A execução deve ser orientada por profissional para evitar posturas inadequadas;

3) Vinte segundos de execução à máxima velocidade pode ser muito tempo para pessoas de baixa capacidade física e/ou destreinados;

4) Apenas 4 minutos de exercício, mesmo sendo extenuante, não poderão representar um grande consumo de energia no trabalho físico realizado.

Explicando: o trabalho físico vai depender do esforço dos músculos para elevar o corpo ou parte dele no exercício considerado.

Durante o exercício a glicose será utilizada, e na recuperação do exercício a gordura vai ser o combustível predominante, mas não representará um grande resultado em termos de gasto de calorias. Por ser intenso, deve provocar aumento da massa (hipertrofia) muscular. No entanto, este músculo ficará coberto pela gordura abaixo da pele que não será consumida.

Assim, a construção de um corpo saudável e o alcance de resultados satisfatórios, só são possíveis com constância e persistência.

João Carlos Dias – PhD em Fisiologia do Exercício

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.