Atitude & Saúde

Técnica e tempo de prática no treinamento aquático: fatores que fazem toda a diferença

  • por em 28 de setembro de 2020

Crédito: Pixabay

Em tempos de internet, celulares, tecnologia avançada, ou seja, quando todas as coisas parecem acontecer em um passe de mágica, temos tendência a transferir essa expectativa para todos os setores da vida, inclusive na prática de atividades físicas e seus resultados.

Mas se prestarmos atenção, perceberemos que nosso corpo acompanha o ritmo da natureza e tudo que desejamos que aconteça conosco, seja com a saúde, seja com a nossa aparência, se for de forma natural, precisamos ter paciência e aguardar até que os efeitos se manifestem.

Resultados X exercícios físicos

O exercício físico, seja na água ou em terra, utiliza dos mesmos parâmetros e leis orgânicas. A corrida ou outros exercícios na água como natação, spinning, pilates, Hidro Deep Water, Shallow ou Running, são normalmente procurados para o treinamento do condicionamento físico, ganho de força, melhora da composição corporal, flexibilidade, ou como técnica de reabilitação de lesões.

É importante que professores de educação física e fisioterapeutas se concentrem na cinesiologia e na biomecânica relacionadas a essas modalidades de exercício na água, ou seja, na técnica do movimento, para produzir melhor os resultados fisiológicos, metabólicos e psicológicos desejados.

O que dizem as pesquisas

Os valores máximos de Frequência Cardíaca e Consumo de Oxigênio (VO2), em pesquisas aquáticas anteriores, mostravam-se mais baixos do que os resultados encontrados em exercício praticados fora da água.

No entanto, evidências recentes revelaram que há menor diferença de FCmax e VO2max ao se comparar corrida em esteira e à Deep Running, por exemplo, com praticantes que têm maior experiência na modalidade.

Tais pesquisas mostraram que, antes de 12 semanas de treinamento, ou seja, nos primeiros 2-3 meses, os valores de força, redução da pressão arterial, condicionamento geral e reabilitação física não fizeram grande diferença.

O nível de habilidade da técnica nos exercícios aquáticos, conforto psicológico, percepção corporal, padrões de recrutamento muscular e cinemática na prática dos exercícios são todos afetados pelas leis físicas da água, a temperatura, empuxo, pressão hidrostática, gravidade específica e resistência.

Assim, a relação entre a biomecânica e efeitos fisiológicos de carga de trabalho encontrados nos exercícios aquáticos, principalmente aqueles que exigem maior coordenação e adaptação, deve ser considerado na prescrição adequada de cargas de trabalho tanto para condicionamento físico quanto para o planejamento da reabilitação física.

Portanto, se você deseja resultados satisfatórios e gosta de atividades aquáticas você deve ter em mente que o tempo e prática serão seus maiores aliados para chegar ao sucesso que deseja.

Aproveite os exercícios em água não só no verão, você terá uma grande surpresa se persistir!

Diana Primo – Profissional de Educação Física pela UFMG, pós graduada em Musculação pela UVA e Especializada em Exercícios Aquáticos

@dphidrotreinamento

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.