Atitude & Saúde

9 práticas de gestão para enfrentar a crise da COVID-19

  • por em 15 de abril de 2020

Fonte: Pixabay

Estar à frente na gestão de empresas em períodos de normalidade já é, sem dúvidas, um grande desafio que requer muita competência, ou seja, conhecimentos, habilidades e atitudes em alto nível de rendimento, como já mencionado em nosso artigo anterior.

Agora, enfrentar o momento atual, sem nenhum precedente e portanto, provocando um contexto de desconhecimento e inabilidades geral, se faz necessário um estado de contingência e de alerta total, segundo Fabio Bartolozzi , CEO da Siegen Consultoria: ‘’Em momentos de crise é comum e desejável montar uma sala de guerra ou comitê de crise, do qual deverão participar os executivos e assessores principais da empresa.”

PRÁTICAS DE GESTÃO PARA O ENFRENTAMENTO DA CRISE

Na busca de trazer entendimentos já consolidados e focado em compartilhar algumas vivências anteriores, vamos falar de nove aspectos que podem colaborar na superação deste período, sem nenhuma intenção de estar esgotando o tema e sem a pretensão de trazer receitas miraculosas para essa crise, mas com o cuidado de estar baseado em experiências próprias, leituras de alto grau científico e troca de experiência com outros profissionais renomados em nosso país.

1.Criar comitês com os principais gestores da empresa:

Além de criar um ambiente de maior comprometimento com o negócio, esses comitês serão o centro para tomadas de decisões em conjunto, reunindo alguns conhecimentos, habilidades e atitudes individuais, já consolidadas pelas experiências anteriores, além de reunir pessoas que estão no dia a dia da empresa;

2. Elaborar planos de ações com curto prazo, claros e simples:

O momento requer planejamentos que tenham muita clareza e principalmente aderência pela sua simplicidade, aplicabilidade e possibilidade de sucesso, mas acima de tudo, com prazos curtos e responsáveis diretos que respondam pela ação;

3.Comunicar e tomar decisões com rapidez:

As informações devem ter agilidade para chegarem até os setores e colaboradores que vão executá-las na prática: chão de fábrica, suprimentos, setor comercial, financeiro, RH, precisam estar municiados de informações de forma rápida e clara;

4.Avaliar o ciclo financeiro de contas a pagar e a receber:

Talvez seja essa a maior prioridade, na minha opinião, pois tomar conhecimento dos valores a pagar e receber vai nos dar uma visão para organizarmos melhor o fluxo de caixa, propondo reduções imediatas através das medidas provisórias 927 e 936, prorrogações de empréstimos e demais taxas, redução de custos fixos, novas parcerias, renegociação com fornecedores, etc.;

5.Apurar o ciclo operacional: estoque + lead time + ciclo operacional:

São dois aspectos principais nesse item, verificar no estoque e o que é possível ser negociado ou produzido de acordo com o aspecto abaixo; ou seja gerando possibilidades de vendas sem investimento em matéria prima, para preservar o capital existente e com maior margem de resultado, além de buscar alguma novidade que possa expandir os negócios em função de algumas carências no mercado em crise;

6.Priorizar os principais fatores de sucesso:

Todas as empresas, principalmente em ramos de serviços e produtos, possuem os itens que são o carro chefe da empresa e com certeza estão mais consolidados no mercado. Esses itens serão o principal foco do setor comercial, principalmente aqueles com baixa concorrência, porém no meu modo de entender, deverá ser feito de forma ética e sem exploração financeira. É imprescindível a manutenção da imagem criada com os clientes no pós crise;

7.Focar nos resultados através de indicadores robustos:

Todos os comitês estabelecidos, os quais geraram planos de ações, deverão ser monitorados pela alta gestão da empresa, por indicadores com alto nível de robustez na apuração dos resultados gerados, sejam eles positivos ou negativos, pois será constante a necessidade de readequações para alinhar com novas metas e objetivos, além de trazer novos conhecimentos para as tomadas de decisões dos “Comitês de Guerra”;

8.Comercializar produtos com maior margem de contribuição:

A margem de contribuição é o valor apurado através do preço de venda menos o custo variável, ou seja é a forma saudável de buscarmos o pagamento dos custos fixos e a geração de lucro; portanto, nas empesas existem itens com maior margem de contribuição, sendo os que vão gerar um resultado mais satisfatório para o fluxo de caixa.

9.Buscar outros canais de vendas, mas com adimplência:

A tecnologia atual favorece as empresas para superação desse momento: as mídias digitais, os canais de reuniões e demais modelos de comunicação são fundamentais para geração de novas alternativas ou novos incrementos nos negócios. Expansões ou lançamentos de E-commerce, prestação de serviços via mídias digitais são opções, porém precisamos prevenir para a possibilidade de inadimplência por parte do cliente, pois o momento é perigosíssimo.

Um grande abraço a todos.

Jurandy Gama Filho

Prof. Ms da UFMG

Mentor Empresarial

Principais fontes: SEBRAE, SIEGEN CONSULTORIA, GRUPO FERROSIDER, MARIANO CONTABILIDADE, HBS ADVOCACIA, CSA CONFECÇÕES, SINDLOJAS.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.