Atitude & Saúde

O Meio Ambiente e o isolamento social: pontos positivos da pandemia

  • por em 10 de junho de 2020

Crédito: Pixabay

Nada melhor do que praticar atividades físicas ao ar livre, respirando ar puro e observando o verde não é mesmo? É por isso que costumamos dizer que a atividade física e o meio ambiente têm uma relação de amor eterno.

Com a celebração do dia do meio ambiente, em 06 de junho, aumentam a discussão e a preocupação desta temática, principalmente quanto ao futuro, devido à grande convergência de demandas.

Com a pandemia da Covid 19, já percebemos mudanças positivas na relação entre ser humano e meio ambiente. Estamos nos educando para algumas dessas demandas futuras, adotando hábitos que certamente ficarão enraizados em nosso cotidiano.

No entanto, o engajamento e a percepção dos seres humanos em relação ao meio ambiente foi mudando ao longo dos tempos. Veja.

As fases de defesa do meio ambiente

Segundo Werner E. Zulauf, a defesa do meio ambiente, conceito que inclui a restauração de ecossistemas, é uma atividade que teve seu desenvolvimento como um conjunto de ações ordenadas, iniciado em meados do século que se finda e que, para fins didáticos, podem ser agrupadas como segue, em três fases:

  1. A simples percepção da humanidade, limitando e até mesmo eliminando comportamentos como crimes, contravenções e atitudes comprometedoras da saúde e qualidade de vida, adotando normas de cuidados com os descartes e com a higienização pessoal e coletiva, o respeito as nossas fontes naturais, como fauna, flora e principalmente dos nossos mananciais de água.
  2. Fase política e do “enforcement”: De acordo com Werner E. ZulaufA necessidade de conscientização dos nossos políticos sob  pressão dos movimentos ecologistas, amplificada pela mídia, a par do desenvolvimento técnico nos institutos oficiais de defesa do meio ambiente e científico nas universidades, levou as autoridades governamentais, em todos os níveis, a editarem leis, decretos, normas técnicas e demais instrumentos de enforcement, isto é, de controle ambiental.” No Brasil, aproveitou-se a própria Assembléia Nacional Constituinte de 1988 para inserir um moderno e abrangente capítulo sobre meio ambiente na Constituição Federal.
  3. Fase do mercado: está evidente a necessidade de equipamentos de nova geração adaptados as necessidades em todas os locais de geração, seja em residências, industrias, comércio, fazendas, sítios, hotéis e pousadas, atrelados às normas de certificação ISSO 9000, e ISSO 140000, não deixando outras alternativas a não ser produzir com competência e com responsabilidade ambiental.

Por fim, gostaria de pontuar alguns temas para reflexões futuras de todos, visualizando o nosso crescimento expressivo, principalmente no agronegócio:

  1. População e desenvolvimento nos campos social e econômico;
  2. Aumento da demanda de consumo;
  3. Proteção e controle da poluição das águas;
  4. Controle dos desmatamentos;
  5. Políticas de reflorestamento;
  6. Controle de defensivos e fertilizantes agrícolas;
  7. Descarte de resíduos nas industrias;
  8. Reciclagem;

Concluo, citando na integra o autor do artigo AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, Estud. av. vol.14 no.39 São Paulo May/Aug. 2000:

“Se a vontade social é formadora da quase inexistente vontade política ambiental, há que se investir com criatividade no processo de tomada de consciência, mediante forte dramatização, atraindo a atenção da mídia, menos para reafirmar o que já foi exaustivamente denunciado, e mais para destacar o insubstituível papel da mídia na formação da vontade social. Quanto mais for possível acelerar o processo de transformação comportamental com relação ao meio ambiente, menor será o lamento, quando vierem a ocorrer as catástrofes engatilhadas, por não terem sido evitadas a tempo”.

Até a próxima!

Jurandy Gama Filho

Prof. Ms da UFMG

Mentor Empresarial

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.