Atitude & Saúde

Protetor solar: você sabe escolher?  

Fonte: Pixabay

Não é nada fácil escolher um protetor solar quando a gente se depara com aquela enorme quantidade de opções nas prateleiras da farmácia. São vários tipos, marcas, preços, texturas e até cores. É isso mesmo. Hoje em dia, tem até opção para esconder as marquinhas da pele ou dar aquele up na maquiagem. Mas afinal, qual deles eu devo escolher? Qual é o mais adequado para meu tipo de pele? Todos eles realmente protegem como deveriam? Se você se identificou com esta situação e, alguma vez, já se sentiu confuso na hora de comprar um protetor solar, está mais que na hora de tirar todas as suas dúvidas.

Sabemos que a exposição solar com moderação, nos horários corretos, tem benefícios, principalmente em relação à reposição de cálcio e vitamina D. Mas, quando o assunto é envelhecimento e câncer de pele, infelizmente, o sol ainda é um grande vilão. Por isso, o uso e a reaplicação de um bom protetor solar são indispensáveis.

O protetor solar atua como uma barreira que absorve os raios UV (ultravioletas), impedindo que danifiquem a pele. Dessa forma, escolha produtos que ofereçam proteção contra os raios UVA e também contra os raios UVB. Além disso, é preciso ficar atento ao FPS (fator de proteção solar) adequado para cada tipo de pele.

Os raios UVB são responsáveis por queimaduras na pele (epiderme), aquelas manchas vermelhas e ardidas que normalmente surgem quando vamos à praia sem proteção.

Já os raios UVA não provocam essa reação superficial, porém são capazes de penetrar em camadas mais profundas (derme). A exposição excessiva a esses raios, a longo prazo, danifica a pele, causando envelhecimento e aumentando a probabilidade de câncer.

Como identificar se o protetor que estamos usando tem a devida proteção UVA e UVB?

É necessário analisar o FPS e PPD da sua formulação:

  • FPS (fator de proteção solar) é o responsável pela proteção contra os raios solares UVB;
  • PPD (Persistent Pigment Darkening) é o responsável pela proteção contra os raios UVA.

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) exige, desde outubro de 2014, a exibição do PPD nos rótulos dos protetores solares.

NA PRÁTICA

Um protetor solar com fotoproteção UVA adequada tem um PPD equivalente a pelo menos um terço de FPS. Então, se o FPS for 30, o índice PPD deverá ser 10, segundo a nova lei.

Nem sempre, o PPD vem descrito em números no rótulo do produto. Ele também pode ser medido pela quantidade de símbolos (+) que aparecem na frente da numeração do FPS. Quanto mais o símbolo (+) aparecer, maior a proteção.

Pessoas com tendência a manchas na pele e melasma devem optar por uma combinação de FPS com PPD mais elevada.

DICA

Escolha produtos que tenham o PPD em números, pois foram testados IN VIVO. Já os que possuem PPD++ ou PPD+++ só passaram pelo teste IN VITRO. E o mais importante: consulte sempre um profissional qualificado e de confiança para todas as orientações.

Juliana Godinho

Fisioterapeuta Dermatofuncional

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.