Atitude & Saúde

Socorro! Isolamento social com crianças em tempos de coronavírus

Um desabafo de mãe para mãe em tempos de quarentena

Fonte: Pixabay

Não, esse não vai ser um texto com dicas de lives, brincadeiras, receitas, atividades para serem feitas com as crianças. Vai ser uma conversa de mãe para mãe.

Depois de uma semana de isolamento social consigo perceber os efeitos psicológicos tanto em mim como nas crianças. Sou mãe de 2 meninos, um de oito anos e outro de dois. O início, como tudo o que é novo na vida, foi digamos, interessante…

Aquela animação (sem tirar a seriedade do momento) em estarmos mais livres e desapegados dos horários. Para o mais velho, elaboramos um cronograma com as atividades passadas pela escola e treinador de futebol, e para o mais novo, tentamos criar algum tipo de rotina com atividades para liberar  um pouco de energia. O meu primeiro é um ”Lorde” e o segundo um ”Bon vivant”, fanfarrão e cheio de energia! Entre erros e acertos vamos sobrevivendo…O tempo de tela tem sido difícil controlar. Confesso que extrapolamos em muitas vezes as horas recomendadas pelos especialistas, pois é nesse tempo que consigo colocar o trabalho e a casa em dia.

Depois de uma semana já é possível notar sinais de stress em todos. Inclusive eu! Essa semana, ao abastecer o carro o frentista falou comigo: ”Está com tempo de experimentar todas as roupas e maquiagens hein moça?” Eu respirei fundo (tinha arrumado a desculpa de abastecer para ficar 5 minutos longe de casa) e respondi de forma educada: ”Não quando se tem 2 crianças em casa e uma delas passa o dia tentando escalar as coisas e martelando tudo e todos com o martelo de carne.” Tadinho, ele até ficou sem graça e soltou um: ”Minha filha passa o dia tentando me maquiar.”

O Home Office mostrado nas redes sociais é lindo! Na prática, é uma tentativa de concluir um raciocínio quando se é interrompida a cada 2 segundos com um: mamanhê!!

O mais velho já caiu no choro depois de uma briga corriqueira com o irmão, que em situação de “normalidade” passaria desapercebido. Esse choro desencadeou lembranças de outras situações e pessoas, e foi aí que vi o quão frágil vamos nos tornando à medida que nosso convívio social é cortado.

Sim, está sendo ótimo ficar mais tempo junto e disponível. Esses momentos ficarão para sempre. Mas fácil não é! Vamos nos equilibrando, lidando com o nosso stress, nossas angústias pessoais, e o stress e angústia dos nossos filhos! Fiquem bem por aí!

Vamos juntas!

Um toque de cotovelos e muita serenidade,

Bibiana Percope – Jornalista, mãe do Cézar e do Enzo, em busca da remissão de um linfoma, saúde e MUITA VIDA!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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