Atitude & Saúde

COVID 19: dividir para dizimar

  • por em 2 de maio de 2020

Crédito: Pixabay

Todas as pessoas que conheço e tem relação com a segurança e forças armadas do nosso país, citando especificamente meu grande amigo Cel Amauri Meireles, já mencionavam essa estratégia de combate aos inimigos: “Dividir para dizimar”.

Penso então, que deveríamos perante esse quadro único e sem precedente, realizar um movimento de coesão como jamais visto no cenário político e econômico do nosso Brasil.

O momento requer uma emergente criação de indicadores que possam ser analisados, trazendo dados que possam orientar as tomadas de decisões em âmbito nacional, estadual e municipal. Precisamos romper com esse cabo de guerra firmado entre os níveis de comando do nosso país, descartando a hipótese de ter ou não maior assertividade e sim a busca de um cenário real e que possa trazer informações consistentes para todos.

Não podemos aturar este ambiente de total divisão dentro dos nossos poderes, esses desencontros e desavenças só fortalecem o inimigo, afinal todos sabemos que se estivermos divididos seremos facilmente dizimados.

Mas, ainda acredito que possamos buscar um ponto positivo para essa situação e nos prepararmos para termos um ambiente mais salutar e favorável às pessoas que realmente lutam para um mundo melhor.

Portanto, nosso inimigo está vencendo essa guerra por uma questão óbvia e simples: se analisarmos sem rivalidades de qualquer natureza, estamos nos dividindo e sendo dizimados com facilidade. O vírus está destruindo ainda mais o desejo de sermos um país referência para todo o mundo, apesar de inúmeros motivos para no tornarmos um dos maiores centros de produção do mundo.

Por isso gostaria de levantar 6 pontos de análise para reflexão de todos, sem a pretensão de ser um protagonista de grandes soluções.

  1. Independente de partidos políticos precisamos urgentemente de um plano diretor para o desenvolvimento do nosso país, com direcionamento para as principais commodities de desenvolvimento e geração de receitas. Não tem cabimento sermos o maior produtor de grãos do mundo e não termos um sistema decente de escoamento via rodoviária e férrea, isso realmente é inaceitável;
  2. Precisamos rever os nossos conceitos para elegermos os nossos políticos, está evidente que não defendem os eleitores e sim agem em proveito próprio e visam simplesmente o oposicionismo ou apoio condicionado a benefícios, sem nenhum critério para análise de consequências das medidas que estão sendo propostas;
  3. Vamos prestigiar os órgãos de imprensa que primam pela notícia verdadeira e autêntica, em detrimento destas que se aproveitam do momento e da falta de informações do nosso, criando ambientes deturpados para o próprio interesse e venda de notícias;
  4. Pressionar para que a reforma trabalhista inicie pelos próprios poderes, obrigando a redução drástica dos salários para os comandantes do primeiro e segundo escalão (Senadores e Deputados Federais custam 1, 1 Bilhão de reais por ano aos cofres públicos). É um contraponto, termos os valores que recebem e que são votados em benefício próprio e legislar sobre qualquer reforma trabalhista.      
  5. A mudança começar em cada um de nós. Deixarmos de ser o país em que todos querem levar vantagem em tudo, principalmente no respeito as nossas leis e normas.  Quem não passa do limite de velocidade quando não tem radar a vista e o pior, pega a pista da direita ou do acostamento e burla a fila que todos estão enfrentando?
  6. Literalmente boicotarmos os locais que se aproveitam desse momento de fragilidade pelo o qual passamos, aumentando abusivamente os preços. Não vamos deixar isso passar despercebido. Vamos controlar os supermercados, padarias, farmácias, sacolões, que não cumprem as normas de segurança e aumentam os preços abusivamente dos produtos. É vergonhosa essa situação.

Vamos dividir para dizimar?

Um grande abraço a todos

Jurandy Gama Filho

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.