Atitude & Saúde

Enxaqueca: uma dor que ninguém merece

A enxaqueca é uma dor limitante que acomete muitos brasileiros. Conheça os remédios e atitudes que auxiliam no combate desse mal

enxaqueca

Fonte: Pixabay

Já ouvi muitas vezes pessoas dizendo que os melhores médicos são os mais velhos. Hoje entendo que não é em razão da experiência, mas porque já tiveram e têm muitas doenças as quais estudaram com mais interesse.

Com relação à enxaqueca tenho o meu próprio histórico. As primeiras crises começaram na adolescência e só consegui me livrar delas muito tempo depois. Naquele tempo, os livros que consultava foram editados há cerca de meio século e não apresentavam muitas alternativas simples para tratar a cefaleia aguda ou como abordar o problema de forma preventiva. Escapei de muitas crises com doses altas de aspirina.

Atualmente, com relação à causa da doença não se descobriu nada de novo. O tratamento da dor de cabeça é feito com paracetamol e os chamados anti-inflamatórios não esteróides (aspirina, ibuprofen, naproxen), ergotamina e opiódes.

O que fazer?

O mais importante é a abordagem preventiva, com o uso de medicamentos de extraordinária eficácia como os betabloqueadores, antagonistas dos canais de cálcio, anti-inflamatórios não esteróides, antidepressivos tricíclicos e anticonvulsivantes. Quando comecei a usar dois deles nunca mais tive enxaqueca.

No início da década de 1990, foram introduzidos no mercado os triptans, medicamentos agonistas da serotonina específicos para tratar a enxaqueca aguda.

Se você sofre desse mal, não tente resolver isto com automedicação. Procure um especialista em cefaleia e de preferência que tenha sofrido pelo menos uma crise de enxaqueca na vida, pois assim ele entenderá a importância de colocar um fim neste sofrimento.

Afinal, enxaqueca: ninguém merece!

Paulo Timóteo Fonseca – Médico

Fonte: CECIL Textbook of Medicine, 24 Ed. Pg. 2246

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.