Atitude & Saúde

Microfisioterapia: a cura pelo toque

Enxaqueca, dor lombar, insônia, ansiedade. Alguns sintomas tão comuns na atualidade e agravados pelas incertezas da pandemia. Conheça a técnica que trabalha traumas e memórias do corpo, promovendo a qualidade de vida e a saúde física e mental de quem a adota.

microfisioterapia

Crédito: Arquivo pessoal Marisa Amorim

A Microfisioterapia é uma técnica de terapia manual criada e desenvolvida na França, na década de 80, por dois Fisioterapeutas e Osteopatas: Patrice Benini e Daniel Grosjean.

A técnica, que só pode ser executada por Fisioterapeutas, consiste em buscar no corpo do paciente o ritmo vital dos tecidos.

Caso encontre alguma alteração nesse ritmo, significa que ali há uma memória gravada a nível celular que precisa passar pelo processo de autorregulação. É aí que entra a Microfisioterapia.

Memórias gravadas no corpo

As memórias que trazemos gravadas no corpo podem ter sido causadas por algum trauma físico, trauma emocional, trauma tóxico, químico e até vibratório, que por algum motivo nosso organismo não conseguiu eliminar, deixando o evento gravado e memorizado.

Cerca de 90% das memórias que trazemos da vida estão gravadas no nível corporal e 10% estão no nosso córtex cerebral, essa explicação justifica e explica a Microfisioterapia.

O Fisioterapeuta ao palpar o corpo do paciente de forma sutil e leve (por isso “Micro”) busca essas memórias e a origem dos sintomas, o momento em que eles se instalaram no organismo e o que eles trazem de consequências para a saúde.

Sintomas

Os sintomas podem se manifestar tanto no físico quanto no emocional da pessoa.

Isto inclui as dores crônicas, fibromialgia, enxaquecas, dores de coluna, a depressão, ansiedade, fobias, pânico, as alergias e a insônia, por exemplo.

Autorregulação

A autorrregulação é a capacidade do organismo de regular suas funções fisiológicas como, por exemplo, cicatrizar uma ferida e estancar uma hemorragia.

No entanto, em determinados momentos o organismo não consegue se autorregular.

Assim, a Microfisioterapia, por meio do toque sutil, detecta os eventos que estão desencadeando esses sintomas e auxilia no processo de autorregulação.

A autorregulação ocorre em média, de 30 a 40 dias, e por isso, o intervalo entre as sessões de Microfisioterapia é de, no mínimo, 4 semanas.

De acordo com a fisioterapeuta Marisa Amorim, especialista na técnica, a terapia tem um limite de 3 a 4 sessões, e já na primeira sessão os resultados são significativos.

A técnica, além de usada em abordagens como enxaqueca e dores crônicas também pode ser feita durante o tratamento de quimioterapia.

“A abordagem durante o tratamento de quimioterapia tem o objetivo de minimizar os sintomas pós-quimio, trabalhando a memória pelo excesso de toxicidade no organismo”, conta Marisa.

Microfisioterapia em ação

A empresária Vilma Lúcia Condé, de 71 anos, após muitos anos sofrendo com dores lombares e depois de tentar muitos procedimentos, encontrou na Microfisioterapia o alívio: “As dores que tinha desde a adolescência foram sanadas com as sessões.”

Com um histórico de mais de 30 anos de enxaqueca, Tuanny de Freitas, bancária, 35 anos, viu suas idas ao hospital e a ingestão de medicamentos reduzidas de forma considerável.

Ela conta que passava mais de 20 dias do mês tomando remédios para controlar a dor, fora as visitas frequentes ao hospital. Com duas sessões de Microfisioterapia no período de 7 meses ela apresentou 1 crise forte e tomou remédio 4 vezes.

“A Microfisioterapia melhorou consideravelmente minhas crises de enxaqueca além de ter atuado no equilíbrio e melhora do bem-estar do meu corpo e da minha mente”, conclui.

Assim, a técnica têm se mostrado uma alternativa para equilibrar corpo e mente, promovendo mais qualidade de vida para seus adeptos.

Bibiana Percope

Fisioterapeuta Marisa Amorim @ microfisioterapia.marisaamorim

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.