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Obesidade: Como sair da estatística de óbitos por COVID-19

  • por em 28 de julho de 2020

Crédito: Pixabay

A obesidade sempre será um fator de risco que deve ser encarado com muita seriedade, principalmente agora com a pandemia por coronavírus.

Nos últimos boletins do Ministério da Saúde, 60% dos óbitos por Covid-19 apresentaram pelo menos um fator de risco para Síndromes Metabólicas em indivíduos acima de 60 anos. A cardiopatia vem em primeiro lugar, depois diabetes, doenças renais em seguida e outras doenças crônicas.

Embora a obesidade venha em sétimo lugar nessa lista, é observado que sua incidência é bem maior em indivíduos mais jovens, abaixo de 60 anos.

Obesidade X Covid-19

Não só no Brasil, mas em outros países como no Reino Unido, um estudo liderado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Auditoria em Terapia Intensiva britânico, mostra que 71,7% dos que estão nas UTIs por Covid-19 apresentam excesso de peso.

Isso é muito significativo, pois aponta como os indivíduos estão vivendo de forma errada, acumulando hábitos nocivos que os predispõem a doenças viróticas e infecciosas.

Se a obesidade e outros fatores estão levando à baixa imunidade, precisamos, urgentemente, fazer o caminho contrário, ensinando a população a se afastar de hábitos que a levem ao desenvolvimento de doenças viróticas e infecciosas.

Será que você está pronto?

Atualmente, fatores como sedentarismo, má alimentação com ingestão de alimentos não perecíveis e industrializados, estresse e alto índice de acúmulo de gordura visceral são responsáveis pelo aparecimento de doenças metabólicas e infecciosas.  

A maioria pensa que basta ser atleta de final de semana ou comer algo saudável em meio a refeição diária para melhorar a saúde como um todo.

No entanto, é preciso maior comprometimento para atingirmos a saúde plena. Mudanças devem ser feitas, pois alimentos com alto índice glicêmico, gordura, baixa qualidade e ingestão de álcool, viraram rotina na mesa da população brasileira e devem ser retirados. 

Além disso, maior preocupação deve ser dada ao descanso, sono, rotina de exercícios e lazer com a família e amigos, pois são também fatores que intensificam essa realidade e nos garantem uma maior qualidade de vida.

Devemos prestar mais atenção em nossas vidas daqui para frente.

Nos boletins do Ministério da Saúde, pacientes com uma doença preexistente que está controlada, por meio de tratamento ou rotina saudável, podem apresentar uma resposta melhor à covid-19.

É necessário estarmos atentos aos níveis adequados de glicemia, pressão arterial, colesterol, minerais vitaminas e hormônios essenciais. Uma vez acompanhados pelos médicos e nutricionistas, devemos incorporar uma rotina de exercícios semanais adequada e de forma sistemática.

Mexa-se

Segundo o American College of Sports Medicine(ACSM), os adultos saudáveis precisam se envolver em atividade física moderada de qualidade aeróbia em mínimo de 30 minutos diários, 5 vezes por semana ou aeróbias intensas, por um mínimo 20 minutos, 3 vezes por semana.

Todo adulto, inclusive os idosos, devem praticar exercícios que mantenham ou aumentem a força muscular e a resistência num mínimo de 2 vezes por semana com os grandes grupos musculares para reduzirem os fatores de risco.

Cuidados necessários

Indivíduos que apresentem sintomas como: dor, desconforto no peito, pescoço, maxilar, braços ou outras áreas, encurtamento da respiração durante o repouso ou com esforço leve, tontura, dispneia noturna, edema no tornozelo, taquicardia, câimbras, fadiga comum e encurtamentos na respiração em atividades usuais, devem passar por uma avaliação médica e/ou teste de esforço como parte do processo de triagem de saúde, antes do início de um programa de exercícios.

É comum indivíduos perceberem que há algo errado consigo mesmos e iniciarem exercícios sozinhos. Muitas vezes se sentem mal no início ou durante atividades físicas por não saberem dosar a intensidade do exercício.

Por isso, é tão importante a avaliação e presença de um profissional de educação física para encarar mudanças no hábito de vida.

Uma vez conscientes desses fatos podemos nos preparar, tomando medidas protetivas não só para a Covid-19, mas para futuras síndromes, pandemias e doenças a nossa volta.

Diana Primo – Profissional de Educação Física pela UFMG, pós graduada em Musculação pela UVA e Especializada em Exercícios Aquáticos

@dphidrotreinamento

Fonte dados:
– Boletim 11/04/2020 https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/12/2020-04-11-BE9-Boletim-do-COE.pdf

– Boletim de 27/06/2020 – https://static.poder360.com.br/2020/07/apresentacao-ministerio-saude-1jul2020.pdf

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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