Atitude & Saúde

Saúde Pública e Coronavírus

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A situação da saúde pública no Brasil tem sido, durante muitas décadas, alvo de críticas e reivindicações. As dificuldades verificadas no atendimento à população carente focam nas filas de espera, falta de material básico, profissionais e leitos hospitalares.

O Sistema Único de Saúde – SUS criado por força da Lei 8080, de 19/09/1990, tem por característica básica o acesso universal, gratuidade e direito integral a todas as ações de saúde. Antes disto, a medicina assistencial era caracterizada pela centralização da atenção no atendimento hospitalar oferecido pelo o setor público e privado.  A partir de 1994, como uma estratégia para reorganizar a assistência médica, o Ministério da Saúde implantou o Programa de Saúde da Família – PSF.

Apesar das dificuldades inerentes a um programa tão ambicioso quanto amplo, ele já mostra resultados inquestionáveis. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a mortalidade infantil caiu de 48,3 mortes por mil crianças nascidas vivas, em 1990, para 13,8, em 2015. A esperança de vida ao nascer aumentou de 66 anos, em 1991, para 75,4, em 2015. Em 2014, foram realizadas 1,4 bilhões de consultas médicas. Das vacinas aplicadas no território brasileiro, 98% foram oferecidas pelo SUS.

A pandemia enfrentada atualmente desafia os sistemas de saúde inclusive de países ricos. A situação só não é pior porque a taxa de mortalidade é de 5% dos infectados. Esta é a única notícia boa enquanto a vacina não ficar pronta. Quando o surto passar o SUS terá ampliado muito sua capacidade de atender a população carente.

Paulo Timóteo Fonseca -Médico

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.