Atitude & Saúde

Isolamento social e a gestão dos conflitos familiares

Como gerir trabalho, tarefas domésticas, crianças e atividades escolares em tempos de pandemia

Fonte: Pixabay

Com quem você mora? 

Crianças

Elas são a alegria da casa, mas precisam de atenção o tempo todo e podem ter dificuldade de compreender que você não está de folga. Isso torna a situação ainda mais complexa.

Para isso, é necessário ter muita paciência, assertividade, diálogo e organização. Converse e encontre formas de sinalizar para que saibam quando você está trabalhando e não poderá atendê-los (uma boa opção é colocar o seu crachá durante a sua jornada de trabalho).

Home Office ou ”Hell’s Office”?

Não faça com que seu home office se transforme em um “hell´s office”, ou seja, em um escritório do inferno, como alguns já estão dizendo por aí.

A família deve se reunir para negociar combinações e planejamentos, afinal de contas, todos temos direitos e deveres. Uma boa opção é criar um cartaz e colar em uma parede, onde haja um organograma contendo as atividades do dia de cada um. O engajamento deve ser de todos da casa.

As reuniões também podem ser um bom momento para que os familiares possam expressar com estão se sentindo diante dessa nova realidade, e falar sobre seus medos, frustrações, ansiedades e desejos.

Lembre-se de que essa é uma situação atípica, em que não houve planejamento e todos os membros da família precisam estar dentro de casa em tempo integral, com duração indeterminada. Não existe uma solução que funcione 100% para todas as famílias, mas veja qual será a melhor opção que se adapte ao seu lar.

Na internet há diversas opções de atividades que podem ajudar a entreter as crianças, como portais de contadores de histórias, jogos, cursos e atividades educativas.

Trabalho doméstico

Uma reclamação constante tem sido de mulheres que precisam fazer todo o serviço doméstico (porque as diaristas precisaram ser dispensadas), trabalhar em home office e ainda ajudar os filhos nas intermináveis tarefas escolares.

Se houver alguém com quem partilhar os cuidados, crie uma rotina de revezamento para que a outra pessoa também tenha um tempo só para si, e não fique sobrecarregada.

É importante cuidar de quem cuida!

Na próxima coluna, irei abordar a moradia com outros adultos e/ou idosos. Até lá!

Maria Luiza Albuquerque Corrêa – Psicóloga, Mestre em Educação

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.